Don Quijote de la Mancha 1605 cap. 1 incipit + trad pt/br

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Don Quijote de la Mancha 1605   cap. 1

tradução de Francisco Lopes de Azevedo Velho de Fonseca Barbosa Pinheiro Pereira e Sá Coelho, Conde de Azevedo (1809-1876) & Antônio Feliciano de Castilho, Visconde de Castilho (1800-1875)

Authors

Published

Creative Commons Attribution 3.0 License

Version 10

Last edited: 11-Mar-2011

Exported: 2-Apr-2012

Original URL: http://knol.google.com/k/-/-/eax5efq6srwj/303

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dom_Quixote

 

Dom Quixote de La Mancha (Don Quijote de la Mancha em castelhano) é um livro escrito pelo espanhol Miguel de Cervantes y Saavedra (15471616). O título e ortografia originais eram El ingenioso hidalgo Don Qvixote de La Mancha, com sua primeira edição publicada em Madrid no ano de 1605. É composto por 126 capítulos, divididos em duas partes: a primeira surgida em 1605 e a outra em 1615.

                       
Facsímile da primeira edição de Dom Quixote

O livro surgiu em um período de grande inovação e diversidade por parte dos escritores ficcionistas espanhóis. Parodiou os romances de cavalaria que gozaram de imensa popularidade no período e, na altura, já se encontravam em declínio. Nesta obra, a paródia apresenta uma forma invulgar. O protagonista, já de certa idade, entrega-se à leitura desses romances, perde o juízo, acredita que tenham sido historicamente verdadeiros e decide tornar-se um cavaleiro andante. Por isso, parte pelo mundo e vive o seu próprio romance de cavalaria. Enquanto narra os feitos do Cavaleiro da Triste Figura, Cervantes satiriza os preceitos que regiam as histórias fantasiosas daqueles heróis de fancaria. A história é apresentada sob a forma de novela realista.

É considerada a grande criação de Cervantes. O livro é um dos primeiros das línguas européias modernas e é considerado por muitos o expoente máximo da literatura espanhola. Em princípios de maio de 2002, o livro foi escolhido como a melhor obra de ficção de todos os tempos. A votação foi organizada pelo Clubes do Livro Noruegueses e participaram escritores de reconhecimento internacional

facsímile   http://www.cervantesvirtual.com/obra-visor/el-ingenioso-hidalgo-don-quixote-de-la-mancha–9/html/

audio  http://www.cervantesvirtual.com/obra-visor/el-ingenioso-hidalgo-don-quijote-de-la-mancha–0/audio/

Capítulo primero.   Que trata de la condición y ejercicio del famoso hidalgo don Quijote de la   ManchaEn un lugar de la   Mancha, de cuyo nombre no quiero acordar-me, no ha mucho tiempo que vivía un   hidalgo de los de lanza en astillero, adarga antigua, rocín flaco y galgo   corredor. Una olla de algo más vaca que carnero, salpicón las más noches,   duelos y quebrantos los sábados, lantejas los viernes, algún palomino de   añadidura los domingos, consumían las tres partes de su hacienda. El resto   della concluían sayo de velarte, calzas de velludo para las fiestas, con sus   pantuflos de lo mesmo, y los días de entresemana se honraba con su vellorí de   lo más fino. Tenía en su casa una ama que pasaba de los cuarenta, y una   sobrina que no llegaba a los veinte, y un mozo de campo y plaza, que así   ensillaba el rocín como tomaba la podadera. Frisaba la edad de nuestro hidalgo   con los cincuenta años; era de complexión recia, seco de carnes, enjuto de   rostro, gran madrugador y amigo de la caza. Quieren decir que tenía el   sobrenombre de Quijada, o Quesada, que en esto hay alguna diferencia en los   autores que deste caso escriben; aunque, por conjeturas verosímiles, se deja   entender que se llamaba Quejana. Pero esto importa poco a nuestro cuento;   basta que en la narración dél no se salga un punto de la verdad. Capítulo I. Que   trata da condição e exercício do famoso fidalgo D. Quixote de La ManchaNum lugar da   Mancha, de cujo nome não quero lembrar-me, vivia, não há muito, um fidalgo,   dos de lança em cabido, adarga antiga, rocim fraco, e galgo corredor.   Passadio, olha seu tanto mais de vaca do que de carneiro, as mais das ceias   restos da carne picados com sua cebola e vinagre, aos sábados outros sobejos   ainda somenos, lentilhas às sextas-feiras, algum pombito de crescença aos   domingos, consumiam três quartos do seu haver. O remanescente, levavam-no   saio de belarte, calças de veludo para as festas, com seus pantufos do mesmo;   e para os dias de semana o seu bellori do mais fino.Tinha em casa uma ama que   passava dos quarenta, uma sobrinha que não chegava aos vinte, e um moço da   poisada e de porta a fora, tanto para o trato do rocim, como para o da   fazenda. Orçava na idade o nosso fidalgo pelos cinqüenta anos. Era rijo de   compleição, seco de carnes, enxuto de rosto, madrugador, e amigo da caça.   Querem dizer que tinha o sobrenome de Quijada ou Quesada (que nisto discrepam   algum tanto os autores que tratam da matéria), ainda que por conjecturas   verossímeis se deixa entender que se chamava Quijana. Isto porém pouco faz   para a nossa história; basta que, no que tivermos de contar, não nos   desviemos da verdade nem um til.

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